domingo, 5 de outubro de 2014

Neste blog, iremos discutir a possibilidade de se fazer uma análise clínica sem o uso da bioquímica. Mas, antes de adentrar nessa discussão, vamos aprender como se faz o uso da bioquímica na clínica médica.
Bioquímica Médica ou Bioquímica Clínica é o ramo das análises clínicas no qual os métodos químicos e bioquímicos são aplicados na pesquisa de parâmetros fisiopatológicos com objetivo de confirmação de diagnóstico ou mensuração de resposta a um determinado tratamento.
As análises mais comuns em bioquímica médica são efetuadas através de análise do sangue e urina (devido à facilidade em se obter estas amostras), podendo alargar-se a outros líquidos do organismo como aspirados do suco gástrico e líquido cefalorraquidiano.
Metodologicamente, determinada substância é doseada nesses líquidos, obtendo-se a concentração dessa substância em teste (analito) em massa por unidade de volume, em geral, mg/dL.
A realização dos exames em bioquímica médica ocorre em sua quase totalidade por meios de aparelhos eletrônicos que utilizam quantidades muito pequenas de amostras, em geral da ordem de microlitros, otimizando os gastos e diminuindo a necessidade de coletar grandes volumes de amostra.
A análise e liberação dos resultados fornecidos em bioquímica médica exigem conhecimento muito grande de química analítica, bioquímica básica, fisiologia, patologia, além dos procedimentos envolvidos na coleta do material e completo controle do processo de realização dos exames. Isso porque vários pontos podem interferir no doseamento, fornecendo dados incorretos, ou não representativos do estado real do paciente.
Tanto o biomédico quanto o farmacêutico-bioquímico e o médico patologista, devidamente inscritos em seus respectivos conselhos profissionais são responsáveis por essa análise e liberação de resultados em bioquímica médica, constituindo os profissionais com atribuição legal para responsabilidade técnica sobre exames em qualquer área de análises clínicas, desde o momento da coleta até a liberação dos resultados.

Fonte:
http://www.portaleducacao.com.br/farmacia/artigos/6333/bioquimica-medica

6 comentários:

  1. A partir do desenvolvimento tecnológico atual - uso de máquinas para realização de exames e testes clínicos - pode-se imaginar que o médico não precisa do conhecimento da bioquímica para dar os diagnósticos. Mas, se o papel do médico fosse de apenas pedir o exame e ver o resultado não haveria produção real de saúde. Isto, pois a análise dos resultados de exames através do contexto do paciente, do contexto social da comunidade que o médico atual e do conhecimento dos possíveis erros dos exames são imprescindíveis para que o médico realize um diagnóstico adequado para a realidade do paciente. É justamente nesse ponto que entra a bioquímica. Tal como foi falado na postagem, mesmo que o médico não precise realizar o exame, o conhecimento bioquímico do exame e do que está acontecendo com o paciente são necessários para um bom diagnóstico e um bom tratamento.

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  2. Ao meu ver, a relação entre a clínica e a bioquímica é um tanto quanto 'comensal'. A prática clínica não seria a mesma sem todas as indispensáveis informações fornecidas por todo o aparato bioquímico que hoje ela tem ao seu dispor, que permitem a obtenção de análises fisiopatológicas, como cita a postagem, essenciais para sua boa execução. Enquanto isso, a bioquímica não se beneficia nem se prejudica, aparecendo nesse contexto como uma ferramenta, um acessório nada dispensável. O médico não deve escorar-se em um resultado laboratorial, não deve repassar integralmente sua função de fornecer um diagnóstico e de restabelecer a saúde de seu paciente a um simples resultado numérico que se encontra dentro ou fora de um padrão preestabelecido. O exame clínico continua e deve perpetuar-se sempre como a alma da prática médica.

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  3. É interessante ressaltar no desenvolvimento do blog a importância da bioquímica em um profissional que esteja relacionado com a prática clínica. Com fundamentos e conceitos bem consolidados no intelecto desses profissionais, há mais fontes de conhecimento para se tratar de um problema mais a fundo. O conhecimento detalhado de certas moléculas e de como elas agem em nosso corpo auxilia exames, diagnósticos, prognósticos etc.

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  4. Apesar de ser um fator importante na atividade médica atual, devido à sua incrível precisão (as falhas na maioria das vezes são causadas pelos manuseadores), a bioquimica na clínica é um fator, até certo ponto superfluo. Mesmo que se perca todo e qualquer resquíceo das tecnologias de análise atuais, a medicina clinica poderia ser atrasada (perderia grande parte da sua capacidade em relação a doenças mais sérias e criação de novas tecnicas), mas continuaria a funcionar baseando-se em aspectos mais facilmente observáveis, como os sintomas dos pacientes.

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  5. É importante destacar que, mesmo com o grande avanço da Bioquímica Clínica dos últimos tempos, os exames bioquímicos ainda não atingem os 100 por cento de precisão. Portanto, é preciso que o médico tenha sempre em mente que o exame deve ser usado apenas como uma ferramenta, como a resposta a uma pergunta direcionada, e não como um solucionador de diagnósticos. Afinal, não se pode confiar totalmente em seu resultado. Em caso de diagnósticos com potencial de afetar profundamente a vida do paciente (sejam eles terminais ou não) como a AIDS, por exemplo, é necessário que se repita o exame caso o resultado seja positivo, pra evitar confusões drásticas.

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  6. Os exames laboratoriais são uma série de exames ou testes indicados pelo médico ou em laboratórios de análises clínicas, afim de diagnosticar ou atestar uma doença. Eles também podem ser utilizados para a realização de exames de rotina, conhecidos como check-up.

    Os pacientes ou os médicos devem coletar amostras que depois serão analisadas. Por exemplo, na coleta de urina, o paciente segue todo um procedimento indicado pelo médico ou pelo laboratório para a coleta da amostra. Depois ocorre a manipulação e conservação do material, e por último, acontece a análise em laboratório, em que é emitido um laudo diagnóstico.

    fonte
    http://analises-clinicas.info/exames-laboratoriais.html

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