terça-feira, 2 de dezembro de 2014

A importância do exame clínico

Em tempos de tanta tecnologia disponível na área médica, algumas pessoas se esquecem da importância do exame clínico para o diagnóstico e tratamento de doenças. O exame clínico é dividido em duas etapas: a anamnese e o exame físico. A partir delas, é possível obter informações sobre o estado geral de saúde do paciente, podendo ser identificadas doenças a partir de sinais e sintomas. O sinal é uma característica física que pode ser detectada pelo médico, como uma mancha na pele decorrente de uma micose. Já o sintoma é uma característica subjetiva relatada pelo paciente, como tontura.
A anamnese, que consiste na entrevista feita pelo profissional quando da realização da consulta, é muito importante como uma etapa do exame clínico. A partir de um questionário, o médico obtém informações importantes sobre a história atual e pregressa do paciente. De maneira geral, a anamnese é composta de Identificação do cliente; Queixa principal; História da doença atual; História médica pregressa; Alergias; Hábitos de vida, etc. Tais situações podem refletir no desenvolvimento de determinadas doenças.
Já o exame físico consiste em analisar o paciente, observando sinais e sintomas clínicos, além de manobras com o intuito de diagnosticar doenças. O exame físico está dividido em inspeção, palpação, percussão, ausculta.
Em uma consulta, o profissional faz uso do exame clínico, podendo identificar fatores que podem influenciar o tratamento. Também se pode suspeitar de determinadas patologias, como, por exemplo, o paciente que relata ser filho de pais diabéticos. A partir desta informação, pode-se sugerir uma investigação sobre possíveis alterações metabólicas.
A clínica médica deve servir não apenas para diagnosticar doenças, mas também para estimular os pacientes a adotar hábitos saudáveis e incentivar à qualidade de vida. A prevenção, comprovadamente, é a melhor maneira de evitar o aparecimento de doenças e de reduzir o índice de internação hospitalar. Esta é a proposta do Programa Estar Bem, que conta com uma equipe multidisciplinar e com a parceria de empresas reconhecidamente experientes na realização de atividades de prevenção e no acompanhamento de portadores de doenças crônicas.
As ações de incentivo à medicina preventiva estão entre as prioridades da Agenda Regulatória da Agência Nacional de Saúde Suplementar, que, inclusive, lançou em agosto de 2011 as Resoluções Normativas 264 e 265, relativas ao tema. Os resultados alcançados por esses programas, segundo monitoramento da ANS, são a diminuição da exposição a fatores de risco, como inatividade física, alimentação inadequada e tabagismo; adoção de hábitos saudáveis; aumento da capacidade funcional; aumento da utilização de exames preventivos e tratamento precoce do câncer; diminuição da taxa de internação por doenças crônicas; mudanças de hábitos e do ambiente doméstico para evitar quedas em idosos. O sucesso do "Estar Bem" e a promoção da saúde aos associados estão vinculados diretamente à participação efetiva e ao comprometimento dos beneficiários com a adoção de atitudes saudáveis.
O exame clínico objetiva ainda criar um vínculo entre o médico e o paciente, pois a partir dele inicia-se uma história que será resgatada em consultas posteriores. Já os exames complementares, tecnológicos ou não, como o próprio nome já diz, complementam o diagnóstico e por isso devem ser solicitados apenas após o exame clínico.
Através das 10 postagens do blog, pode-se perceber que os exames bioquímicos são apenas uma parte da clínica médica, pois além de o exame clínico ser muito importante - e até mesmo suficiente - para o diagnóstico de algumas doenças, o médico também dispõe de outros tipos de exames, como os exames de imagem, que podem ser suficientes para fechar o diagnóstico de várias outras doenças.

Fontes:
http://www.capesesp.com.br/a-importancia-do-exame-clinico
http://www.capesesp.com.br/programa-estar-bem;jsessionid=39C0566683B92F35C5751E4EA8D301FC 

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Infertilidade pode ser diagnosticada através de exames de imagem

A endometriose é definida pela presença de tecido endometrial (ou seja, a camada funcional que recobre o útero internamente e que descama ciclicamente na forma de menstruação) fora do seu local de origem. Podemos encontrar focos de endometriose mais frequentemente nos órgãos pélvicos (ovário, trompas, intestino e bexiga) ou até mesmo em órgãos mais distantes (abdominais ou extra-abdominais) na forma de implantes.
A endometriose acomete aproximadamente de 5 a 10% da população feminina em idade fértil, porém pode ser encontrada entre 20 e 40% das pacientes com infertilidade. Também é mais comum o diagnóstico de endometriose em mulheres que apresentam quadro de dor pélvica. Portanto, do ponto de vista clínico, os sintomas mais comuns da doença são: dor pélvica (na forma de cólicas menstruais intensas e muitas vezes incapacitantes, dor ao coito ou mesmo dor pélvica não cíclica) e infertilidade.
É interessante notar que nem todas as mulheres com achado acidental de implantes de endometriose durante um procedimento cirúrgico apresentam estes sintomas ou são inférteis. Acredita-se, portanto que na maioria das mulheres este refluxo menstrual ou mesmo alguns implantes iniciais são de alguma forma "depurados" pelo organismo, sem caracterizar, portanto uma doença. Já em outras, a endometriose pode apresentar um caráter evolutivo e até mesmo um comportamento do tipo tumoral, invadindo órgãos, como intestino, bexiga e vagina, com consequente piora da qualidade de vida da mulher e necessidade de tratamentos cirúrgicos mais complexos.
A endometriose ainda é uma doença difícil de diagnosticar por meio do exame físico, ou seja, realizado durante a consulta ginecológica de rotina. Dessa forma, os exames de imagem são mais adequados para indicar a possível existência do problema, que será confirmada posteriormente por meio de exames laboratoriais específicos.
Entre os exames de imagem que podem sinalizar a endometriose, destacam-se:
- Ultrassonografia transvaginal – Procedimento de menor custo, que permite a identificação de endometriomas, aderências pélvicas e endometriose profunda.
- Ressonância magnética – Exame mais caro, a ressonância magnética apresenta melhores taxas de sensibilidade e especificidade na avaliação de pacientes com endometrioma e endometriose profunda.
Para identificar a existência da endometriose, outros exames complementares ainda podem ser solicitados pelo médico, como a ultrassonografia transretal, a ecoendoscopia retal e a tomografia computadorizada. Após a identificação de alguma alteração, o médico poderá optar por realizar uma biópsia da lesão encontrada, de modo a confirmar o diagnóstico. Essa avaliação será realizada por meio de exames chamados laparoscopia e laparopotomia.
- Laparoscopia – Permite tanto o diagnóstico como o tratamento da paciente. O procedimento é realizado através de pequenas incisões na barriga, e a introdução de instrumentos telescópicos para a visualização, e se for o caso, para a retirada das lesões. A laparoscopia também permite a coleta de material para avaliação histológica e o tratamento cirúrgico das lesões. O ideal é que seja realizado após o término da fase de avaliação por meio dos métodos de imagem, permitindo que o diagnóstico e o tratamento possam ser feitos de maneira integrada – e evitando, assim, múltiplos procedimentos. A Laparoscopia é mais vantajosa que a Laparotomia, porque envolve um menor tempo de hospitalização, anestesia e recuperação, além de permitir uma melhor visualização dos focos da doença.
- Laparotomia – É o procedimento tradicional e considerado mais invasivo em comparação à Laparoscopia.  Envolve uma incisão abdominal maior para acessar os órgãos internos, e pode ser indicada pelo médico dependendo das necessidades da paciente.
Hoje em dia, no entanto, existem diversos tipos de tratamentos não invasivos, que podem reduzir o número total de procedimentos a que a paciente é submetida. Vale ressaltar que a endometriose é uma doença crônica, e por isso o acompanhamento médico contínuo é fundamental.

Fontes:
http://www.minhavida.com.br/saude/materias/11840-infertilidade-pode-ser-diagnosticada-atraves-de-exames-de-imagem
http://www.gineco.com.br/saude-feminina/doencas-femininas/endometriose/#diagnsticos 

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Ausculta cardíaca

Ausculta ou Auscultação Cardíaca é a parte da semiologia médica que estuda os sons gerados pelo ciclo cardíaco e seu significado. Serve para diagnosticar alguns problemas cardíacos.
 
Frente do tórax, mostrando as relações de superfície com os ossos, pulmões (roxo), pleura (azul) e coração (contorno vermelho). As valvas cardíacas estão representadas por "B", "T", "A" e "P".
Classificação dos sons cardíacos
Os sons cardíacos, ou bulhas, são as manifestações acústicas (som) geradas pelo impacto do sangue em diversas estruturas cardíacas e nos grandes vasos. As vibrações são depois propagadas às paredes do tórax e podem ser auscultadas através de um estetoscópio, permitindo a obtenção de um conjunto de informações importantes sobre a condição do coração.
Em adultos saudáveis, existem geralmente dois sons do coração normais que ocorrem em sequência com cada batida do coração. Eles são a primeira bulha cardíaca ou primeiro som cardíaco (B1 ou S1) e a segunda bulha cardíaca ou segundo som cardíaco (B2 ou S2), produzidos pelo fechamento das valvas atrioventriculares e valvas semilunares respectivamente. Além destes sons normais, mais dois sons podem estar presentes (comumente referidos de extra sons), incluindo os terceira bulha cardíaca ou terceiro som cardíaco (B3 ou S3) e quarta bulha cardíaca ou quarto som cardíaco (B4 ou S4), os quais podem ser normais em algumas circunstâncias.
Os sopros cardíacos são gerados por um fluxo turbulento do sangue, que pode ocorrer dentro ou fora do coração. Os sopros podem ser fisiológicos (benignos) ou patológicos (anormais). Os sopros anormais podem ser causados por uma estenose que restringe a abertura de uma valva cardíaca, causando turbulência ao fluxo sanguíneo que passa por ali. A insuficiência da valva (ou regurgitação) permite o fluxo inverso do sangue quando a valva incompetente deveria estar fechada. Diferentes sopros são audíveis em diferentes partes do ciclo cardíaco, dependendo da causa do sopro. Podem ainda ouvir-se outras manifestações acústicas como atrito pericárdico, estalidos e cliques.

Sons ocorridos na sístole cardíaca
- Estalido proto-sistólico.
- Estalido meso-sistólico.
- Estalido tele-sistólico.
- Sopro sistólico.

Sons ocorridos na diástole cardíaca
- Estalido de abertura mitral.
- Sopro diastólico.

Outros sons
- Sopro sisto-diastólico.
- Sopro contínuo: Um sopro pan-diastólico começa com o segundo som e se estende ao longo do período de diástole. Normalmente é produzido como resultado de um dos quatro mecanismos: comunicação anormal entre a aorta e o lado D do coração ou com o átrio esquerdo; comunicação anormal entre uma artéria e uma veia; aumento anormal do fluxo ou constrição em uma artéria; fluxo de sangue aumentado ou turbulento nas veias.
- Persistência do ducto arterial: Este canal vascular entre a aorta e artéria pulmonar permanece aberto em uma pequena porcentagem de recém-nascidos, com um desvio da esquerda para a direita. Este sopro é ouvido melhor sobre a borda esternal superior esquerda, associado à emoção, e é caracteristicamente contínuo. Se não tratado, o alto fluxo pela artéria pulmonar levará, eventualmente, a uma hipertensão pulmonar irreversível com reversão do fluxo da direita para a esquerda (síndrome de Eisenmenger). Deve ser diferenciado de um zumbido venoso, um sopro inocente comum ouvido freqüentemente em crianças.
- Atrito pericárdico: é causado pela batida do coração contra um pericárdio inflamado ou pleura pulmonar em uma grande variedade de etiologias. Este som é normalmente contínuo, e audível difusamente sobre o tórax. Tem tipicamente três componentes, um sistólico e dois diastólicos. O sistólico acontece durante a contração ventricular, e o diastólico acontece durante o enchimento rápido do ventriculo e contração atrial, simultaneamente. O som é acentuado quando o paciente se levanta e se inclina para frente, e pode, também, ser acentuado durante a inspiração. Se o som de atrito desaparece completamente quando o paciente prende a respiração é mais provável que o atrito seja de origem pleural e não pericárdica.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ausculta_card%C3%ADaca
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sons_card%C3%ADacos
http://estudmed.com.sapo.pt/ausculta/apd2b.htm
http://www.cardiocenterltda.com/sons_2oEIE_sopro_continuo.htm

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Doença que não é diagnosticada por exames de imagem e laboratoriais

A fibromialgia não é diagnosticada por exames de imagem ou laboratoriais. O diagnóstico é apenas clínico e o médico se baseia no histórico do paciente e no exame físico, valendo-se de sua experiência com a doença. A fibromialgia é uma doença dolorosa, de longa evolução, não inflamatória, caracterizada por queixas de dor musculoesquelética difusa, apresentando dor em vários músculos, tendões e articulações, incluindo a coluna vertebral. Pesquisadores acreditam que a síndrome é causada por um descontrole na forma como o cérebro processa os sinais de dor.
“O principal sintoma desta doença é a dor e o desconforto muscular, cuja intensidade varia de moderada a forte. Outros sintomas comuns são: cansaço, fadiga inexplicável, tristeza, depressão, dificuldade de concentração, desânimo, palpitação, sono não reparador (dormir e acordar cansado, como se não tivesse dormido), dor de cabeça do tipo tensional ou do tipo enxaqueca, disfunção na articulação temporo-mandibular (articulação que faz a abertura da boca, levando a dores de cabeça, na face e na coluna cervical), períodos de diarreia ou prisão de ventre, bem como sintomas gástricos como dor abdominal e dificuldade de digestão”, explica o reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, Dr. Marco Arnez.
Os critérios de classificação do Colégio Americano de Reumatologia  para Fibromialgia incluem a presença de dor difusa pelo corpo em pontos dolorosos. De acordo com o Dr. Marco, depois de diagnosticada a doença, os melhores caminhos para o tratamento são apoio ao paciente e o entendimento de suas necessidades, tratamento medicamentoso e reabilitação física. “Não sabemos, ainda, o que causa a fibromialgia. E seu diagnóstico é baseado no exame físico e no histórico do paciente. Por isso, a interação entre ele e o médico é fundamental, assim como a experiência do reumatologista com a doença. Predominantemente, o fator desencadeante é algum tipo de estresse, seja físico ou emocional”, afirma o Dr. Marco.
Ele explica que a parte medicamentosa é indispensável e que a reabilitação física é fundamental. O tratamento utiliza-se de protocolos que incluem acupuntura, hidroterapia, Pilates e RPG. “Há tratamento que, a curto e médio prazo, elimina as dores e sintomas da fibromialgia. É possível trazer de volta a qualidade de vida perdida. Um reumatologista experiente nesta doença deve ser consultado e o tratamento seguido à risca”, diz o médico do CREB.

Fonte:
http://www.creb.com.br/site/destaques/fibromialgia-nao-e-diagnosticada-por-exames-de-imagem-e-laboratoriais/

domingo, 2 de novembro de 2014

É possível identificar e prevenir doenças pelas unhas

Os dermatologistas conseguem diagnosticar doenças pelo estudo das mãos de seus pacientes. Segundo eles, o aspecto da unha diz muito sobre a saúde de uma pessoa. Unhas quebradiças, por exemplo, podem significar hipotireoidismo. Já aquelas avermelhadas podem indicar problemas cardíacos. Se a unha apresentar manchas escuras, cuidado: pode ser indício de câncer de pele. A lista de doenças que podem ser diagnosticadas pela unha é extensa e inclui desde asma e diabetes até enfisema pulmonar e insuficiência renal. “Há diversas alterações na unha que podem indicar doenças renais, pulmonares, hepáticas, cardíacas e até câncer de pele. Por isso mesmo, é importante estimular o autoexame dos pacientes. Em caso de unhas muito frágeis, secas e quebradiças, convém procurar o médico”, aconselha a dermatologista Solange Maciel, da Sociedade de Dermatologia do Rio de Janeiro (SBD-RJ).

Porta de entrada
Segundo a dermatologista Robertha Nakamura, “A retirada agressiva da cutícula pode ser prejudicial à saúde da unha. Afinal, as cutículas funcionam como uma barreira protetora, que impede a entrada de micro-organismos. O melhor a fazer é amolecer a cutícula com um creme hidratante, empurrá-la com a espátula e remover somente o excesso”. No caso das micoses — infecções causadas por fungos que atingem 20% da população adulta —, as maiores vítimas são as mulheres que frequentam salões de beleza. Os médicos avisam que as unhas não servem apenas para avisar quando o paciente tem uma determinada doença. Servem, também, de “porta de entrada” para uma série de infecções por fungos, bactérias e até vírus como os da AIDS e da hepatite B. Na maioria das vezes, o risco mais comum de quem faz as unhas em manicures é a cuticulite — nome dado à infecção da cutícula após a retirada de um “bife”. Se o corte for superficial, tende a cicatrizar em poucas horas. Se for profundo, pode dar origem a uma carne esponjosa. Há casos em que os médicos têm de recorrer a cirurgias para retirar o excesso de pus que se forma na borda da unha. Por isso mesmo, os dermatologistas são tão enfáticos ao afirmar que todo cuidado é pouco na hora de retirar a cutícula.

Fique de olho na sua unha
1 - Unhas com manchas brancas: Pode ser deficiência alimentar, pequenos traumas sucessivos ou micose.
2 - Unhas amarelas: Pode ser tabagismo e diabetes. Além do efeito de algum produto usado para tirar o esmalte ou ficar com esmalte tempo demais na unha.
3 - Unhas com manchas roxas ou azuladas: Pode ser doença pulmonar ou cardíaca.
4 - Unhas com manchas esverdeadas: Pode ser infecção por uma bactéria chamada pseudômona.
5 - Unhas com a metade branca e metade avermelhada: Pode ser problema nos rins.
6 - Unhas com faixas escuras: Em negros, pode ser genético. Caso contrário, tumor ou reação ao uso de remédios.
7 - Unhas fracas, quebradiças e com descamação: Pode ser falta de vitaminas e minerais no corpo, ou hipotireoidismo e/ou menopausa.
8 - Unhas espessas: Pode ser eczema, psoríase ou fungo.
9 - Unhas com ondulações: Pode ser traumas na matriz da unha.

Outras mudanças que podem aparecer:
- Unhas com inchaço, vermelhidão e dor: Infecção bacteriana chamada também de panarício.
- Unhas acinzentadas: Doenças imunológicas como AIDS ou cirrose hepática.
- Unhas com descolamento: Problema provocado pelo contato frequente com a água.
- Unhas sem brilho: Falta de zinco ou cobre.
- Unhas com diferentes nuanças: Má alimentação.
- Unhas com formato alterado: Forma de colher podem ser doenças pulmonares, forma de baqueta podem ser problemas cardíacos ou circulatórios.
- Unhas com pequenos vasos na área da matriz: Lúpus.

Visita à manicure
Outra recomendação que os médicos fazem quando os pacientes agendam um horário no salão de beleza diz respeito aos instrumentos utilizados. Segundo eles, espátulas, limas e alicates, entre outros, precisam ser cuidadosamente esterilizados para não transmitirem doenças de um cliente para outro. No caso das lixas, elas têm de ser descartáveis. Alguns salões já dispõem de modernas autoclaves — aparelhos que utilizam vapor de água sob pressão — para a esterilização de seus instrumentos. Outros, não. Na dúvida, o melhor a fazer é montar o seu próprio kit de manicure, com alicate, tesoura e espátula, e levá-lo para o salão. “Usar a lixa de outras pessoas favorece a proliferação de micoses”, garante o dermatologista Murilo Drummond, da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Mas tão importante quanto não compartilhar seus instrumentos com estranhos é limpá-los corretamente. E a melhor maneira de eliminar fungos e bactérias do alicate é deixá-lo de molho por alguns minutos em água fervente ou, então, limpá-lo com álcool 70% antisséptico. Quanto às lixas e palitos de laranjeira, não há o que fazer senão jogá-los fora após o uso. Afinal, não podem ser esterilizados.

Fontes:
http://revistavivasaude.uol.com.br/clinica-geral/aprenda-a-identificar-e-prevenir-doencas-pelas-unhas/1411/
http://www.cless.com.br/ouvinosalao/de-olho-nas-unhas/

domingo, 26 de outubro de 2014

Doenças graves podem ser diagnosticadas com exames de sangue

Após vermos doenças que podem ser diagnosticadas pelo exame clínico, vamos falar sobre a importância de exames bioquímicos para o diagnóstico de algumas doenças. Muito se fala sobre as doenças silenciosas e a relevância de seu diagnóstico precoce, evitando seu agravamento. Segundo o patologista clínico Gustavo Rassi, do laboratório Atalaia, em Goiânia, os exames laboratoriais devem ser feitos sempre após uma consulta médica, já que eles são um complemento da avaliação clínica do paciente. Mas há aqueles exames e pedidos que não podem esperar uma dor ou desconforto para serem feitos. O médico irá avaliar idade, histórico familiar e outras doenças relacionadas, estudando a necessidade de fazer aquele exame e analisar os resultados com propriedade. Separamos alguns exames muito simples de serem feitos, que não exigem nenhuma preparação especial ou horas de jejum, e que podem detectar problemas graves.

HIV
O rastreamento da AIDS ainda é um assunto delicado e difícil de ser feito no Brasil. Segundo o Departamento de DST, AIDS e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, estima-se que 530 mil pessoas vivam com HIV/AIDS no país, sendo que 135 mil dessas pessoas não sabem que portam o vírus ou nunca fizeram o teste. O exame para rastreamento do HIV é a principal estratégia para o acesso ao diagnóstico. "Ele é feito geralmente pela coleta de sangue ou outros fluídos corporais, como a saliva", explica o patologista clínico Gustavo Rassi. Com essa amostra se faz a pesquisa de anticorpos anti-HIV. "Os grupos e comportamentos de risco são os mais indicados a fazer o exame, como usuários de drogas injetáveis e indivíduos que praticam sexo com vários parceiros sem preservativos", diz. Entretanto, o vírus não afeta apenas essas pessoas, e deveria ser feito pelo menos uma vez naqueles que não se enquadram nesses grupos. Com a detecção precoce, é possível encontrar melhores resultados terapêuticos, cuidar para não transmitir a infecção aos parceiros e até mesmo conseguir melhores prognósticos, podendo inclusive impedir uma manifestação grave da doença. O teste é rápido e oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), e o médico pode fazer o pedido do exame se o paciente expressar essa vontade na consulta.

Hepatite C
De acordo com o Fundo Mundial para a Hepatite da Organização das Nações Unidas, cerca de 500 milhões de pessoas no mundo estão infectadas com os vírus para hepatite B e C, e apenas 5% delas sabem que tem a doença. No Brasil, existe cerca de 1,5 milhão de pessoas infectadas pela hepatite C, doença responsável por 70% das hepatites crônicas e 40% dos casos de cirrose, segundo dados do Ministério da Saúde. O infectologista Paulo Roberto Ferreira, do Hospital Bandeirantes, conta que as formas crônicas das hepatites B e C raramente apresentam sintomas fortes. "Depois do início, não há sintomas por 20 a 30 anos, até que apareça cirrose ou câncer de fígado. Esse é o grande problema da doença, que é silenciosa por muito tempo", afirma. De acordo com o fundo da ONU, as pessoas nascidas entre 1945 e 1965 devem fazer o teste da hepatite C pelo menos uma vez na vida, pois têm cinco vezes mais chances de estarem contaminadas. Isso porque a doença é transmitida pelo sangue, como transfusões, sexo sem proteção, compartilhamento de agulhas e etc, e nesse período os cuidados com a higiene e a sorologia para verificar a existência do vírus no sangue doado ainda não tinha sido desenvolvida. O exame é importante para a prevenção de uma doença mais grave, pois uma vez identificado o vírus, é possível controlá-lo e impedir complicações.

Colesterol alto
Esse é outro exame de sangue simples de fazer, o de colesterol e frações. "Ele possibilita ao médico avaliar índices importantes como o colesterol (tanto o LDL, o colesterol ruim, quanto o HDL, conhecido como bom colesterol) e o perfil lipídico, que revela se há ou não risco para aterosclerose, AVC ou hipertensão arterial", explica o geriatra Clóvis Cechinel, do laboratório Pasteur, em Brasília. Esse é um exame que pode ser feito em qualquer época da vida, uma vez que o colesterol também não apresenta sintomas, podendo se manifestar já na forma de uma doença mais grave, como o infarto. A recomendação se intensifica para pessoas com mais de 40 anos ou então aqueles que possuem histórico de doenças cardiovasculares.

Distúrbios da tireoide
Enquanto o colesterol alto, a hepatite e a AIDS não apresentam sintomas antes de atingirem gravidade, as desordens da tireoide enganam pela simplicidade e variedade de sinais. Cansaço, calor excessivo e insônia são algumas das manifestações de problemas com esse órgão. Por isso é comum que pessoas com problemas na tireoide suspeitem de outras doenças, demorando a pesquisar o problema corretamente. Os hormônios da tireoide são responsáveis pelo nosso metabolismo basal, eles estimulam nossas células a trabalharem e garantem que tudo funcione corretamente em nosso corpo. Quando produzimos esses hormônios em excesso (hipertireoidismo), o metabolismo passará a funcionar de forma acelerada, e quando a tireoide não está produzindo quantidade suficiente de hormônios (hipotireoidismo), o metabolismo fica mais lento. Devido à dificuldade no diagnóstico, o exame de TSH é importante para verificar se há alguma alteração significativa no funcionamento da tireoide que precise de tratamento. "Com a análise clínica do médico com base no perfil do paciente, é possível entender se algumas das dificuldades são causadas pela tireoide", explica o patologista Gustavo. Os distúrbios da tireoide são mais comuns em mulheres e ficam mais incidentes com o passar da idade, por isso, pessoas com mais de 50 anos devem considerar fazer esse exame.

Alterações na próstata
Nesse caso, existem dois exames muito importantes para identificar possíveis problemas no órgão, incluindo o câncer de próstata. Existe a dosagem de PSA, que analisa a proteína de mesmo nome. Uma próstata normal produz essa proteína normalmente, mas uma pessoa que tem um tumor pode produzir em maior quantidade. Entretanto, apenas o exame de PSA não é conclusivo para o diagnóstico de câncer de próstata, uma vez que ele pode ser falho. "De 24 a 40% dos tumores não apresentam altas dosagens da proteína PSA, não sendo detectados pelo exame", afirma o oncologista Fabio Kater, coordenador do Centro de Oncologia do Hospital 9 de Julho. Outro cenário é quando o exame apresenta resultado anormal, mas a alteração na próstata em si não representa um problema e, portanto, não irá necessitar de tratamento.
Por isso o exame de toque também deve ser feito preferencialmente, e se possível em conjunto com o PSA. O exame de toque retal dá informações adicionais ao médico sobre a próstata, mesmo que não relacionado à doença maligna, como a hiperplasia prostática benigna. Além disso, o exame de toque também possibilita encontrar pólipos e fazer retirada de pele para biópsia.
Os homens precisam fazer o exame de toque anualmente a partir dos 50 anos, pois é a partir dessa idade que a incidência de alterações aumenta. Antes desta idade o exame pode ser recomendado pelo médico para pessoas sintomáticas ou pessoas de alto risco para a doença, como obesidade e parentes de primeiro grau com o diagnóstico da doença.  A recomendação atual da Associação Americana de Urologia é de que homens entre 40 e 54 anos sejam submetidos a avaliação prostática com PSA e toque retal se apresentarem fatores de risco para o câncer de próstata, caso contrário, a avaliação prostática de rotina deverá ser realizada em homens a partir dos 50 anos. Entretanto, homens em idade muito avançada - expectativa de vida abaixo dos 10 anos - que não apresentam sintomas e nunca tiveram diagnóstico para câncer de próstata podem receber dispensa do exame pelo médico, sob a justificativa de que o diagnóstico nessa idade pode não beneficiar o paciente, pois o tratamento poderá ser muito exaustivo e pouco efetivo para alguém cuja expectativa de vida já está baixa. Um exemplo: um homem que já tem 90 ou 95 anos não se beneficia tanto do diagnóstico quanto um homem mais jovem, pois o tratamento para o câncer pode ser debilitante. Entretanto, tudo deve ser conversado adequadamente com um médico.

Doenças renais
As doenças renais também podem demorar anos para apresentar algum sintoma, quando já atingem certa gravidade. Por isso, o exame de creatinina é importante para avaliar a função dos rins, uma vez que quanto maiores são os níveis de creatinina, menos eficiente está o rim. A creatinina é uma substância serve de suporte para fazer o cálculo da taxa de quanto o rim consegue filtrar das impurezas que estão passando ali. Pacientes com hipertensão, obesidade e diabetes estão em maior risco para lesões e infecções nos rins, bem como a insuficiência renal. Outras indicações para o exame de creatinina incluem histórico familiar de doença renal, pedra nos rins ou infecção urinária.

Doenças do sangue
O primeiro nome que vem à cabeça é anemia ferropriva, ou deficiência de ferro, quando se fala em doenças que afetam o sangue. Entretanto, existe uma série de doenças que podem ser identificadas pelo sangue ou interferir em seu metabolismo de alguma forma. Um exemplo é a hemocromatose, que é uma hiperabsorção de ferro pelo organismo, podendo afetar diversos órgão do corpo, como o fígado. Para identificar esses problemas, o médico pode pedir o hemograma, incluindo saturação de transferrina, ferritina e ferro.
Além disso, o sangue também abriga outras substâncias que, quando em quantidades alteradas, podem sinalizar a presença de uma doença, como alguns tipos de câncer. Nesse caso, a pedida é a eletroforese de proteínas, um método que permite separar as proteínas do plasma humano em frações, podendo assim mensurar suas possíveis alterações. Pessoas acima dos 40 anos são mais indicadas para fazer esses exames, ou então pessoas que tenham sintomas ou fatores de risco para a anemia, por exemplo.

Fonte:
http://www.minhavida.com.br/saude/galerias/17042-doencas-graves-podem-ser-diagnosticadas-com-exames-de-sangue

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Segundo clínico geral, nem todas as doenças são diagnosticadas por exames

O clínico geral e presidente do Departamento de Clínica Médica da APM (Associação Paulista de Medicina), André Jaime, indicou os exames necessários que devem ser feitos por homens e mulheres de acordo com suas respectivas faixas etárias. Mas salientou que nem todas as doenças podem ser diagnosticadas por meio de exames.
"As pessoas têm a impressão de que se os exames estiverem normais, elas estão saudáveis, e isso não é verdade. Se não for feito um raciocínio clínico, o exame alterado também não faz o diagnóstico."
Ele dá como exemplo as doenças de fundo emocional, como ansiedade e depressão, que não precisam de exames para ser diagnosticadas.

Exames de sangue
Têm a função de verificar se os compostos e nutrientes que formam o sangue estão regulares. Como existem centenas deles no organismo, nem sempre o médico precisa de tanta informação para saber sobre sua saúde.
Por isso, o clínico geral listou abaixo apenas os exames de sangue de rotina que são recomendados para homens e mulheres a partir dos 30 anos. Pessoas com infecções, baixa imunidade ou histórico familiar de doenças podem fazê-los quando mais jovens, desde que apresentem o pedido médico.

- Verificação de sódio, potássio, cálcio ionizado, magnésio e fósforoesses exames analisam os índices de cada nutriente no sangue. Valores muito altos ou muito baixos podem indicar risco de doenças ou até a morte, em casos extremos. A falta ou excesso de sódio no sangue pode provocar sonolência e desequilíbrio de líquidos; a de potássio, câimbras; de cálcio, o hipoparatireoidismo (quantidades insuficientes do hormônio da paratireóide); do magnésio, hipertensão e queda da resistência; do fósforo, lesões ósseas. O exame pode ser feito anualmente a partir dos 30 anos.
- Ureia e creatinina: o exame avalia a função dos rins e detecta possíveis alterações, como insuficiência renal. Pode ser feito anualmente a partir dos 30 anos.
- Urina Tipo 1 (EAS): o exame detecta infecções urinárias e doenças renais ocultas. Pode ser feito anualmente a partir dos 30 anos. 
- TGO (Transaminase Glutâmico Oxalacética) e TGP (Transaminase Glutâmico Pirúvica): ambos os exames detectam disfunções no fígado. Valores elevados indicam lesões nas células hepáticas e algum tipo de hepatite. Pode ser feito anualmente a partir dos 30 anos.
- Ácido úrico: o ácido é o responsável pela metabolização de algumas proteínas pelo organismo. Níveis alterados podem detectar cálculo renal, gota, hipertensão e doenças cardiovasculares. Pode ser feito anualmente a partir dos 30 anos.
- Colesterol total e frações: o exame mede o nível de colesterol no sangue. Pode ser feito todo ano, a partir dos 30 anos. Mas pode ser pedido antes, dependendo de fatores de risco como obesidade ou histórico familiar.
- Triglicérides:  moléculas compostas de colesterol e glicerol (tipos de gorduras), as triglicérides podem ser produzidas pelo organismo ou ingeridas por meio de alimentos. O exame detecta os valores presentes no sangue, que podem ser normais, altos ou baixos. Se o nível estiver alterado, aumenta o risco de doenças cardiovasculares. Pode ser feito anualmente a partir dos 30 anos. Mas pode ser pedido antes, caso o paciente apresente fatores de risco como obesidade ou histórico familiar.
- Glicemia de jejum: o exame previne e detecta o diabetes (deficiência de produção ou ação da insulina que causa o aumento anormal de glicose no sangue). Deve ser feito após jejum mínimo de oito horas. É indicadopara ser realizado uma vez por ano, a partir dos 30 anos. Mas a solicitação pode ser feita pelo médico antes, caso o paciente seja obeso ou tiver histórico familiar da doença. É importante que seja feito todos os anos, a partir dos 60 anos.
- Glicemia pós-prandial: o exame previne e detecta o diabetes. Deve ser feito de uma a duas horas após a refeição. O objetivo é avaliar a concentração de glicose no sangue depois da ingestão de alimentos. O nível de glicose no sangue, que normalmente sobe depois de comer, volta ao normal de duas a três horas após a refeição, se a pessoa for saudável. No diabético, o nível se apresenta mais elevado e permanece por mais tempo no sangue. O exame pode ser feito anualmente a partir dos 30 anos. É importante que seja feito todos os anos a partir dos 60. 
- Sorologia: exames sorológicos verificam se existem anticorpos ou determinados vírus no sangue como os da hepatite B e C, HIV, toxoplasmose (infecção causada por contato com dejetos de animais, em especial gatos), mononucleose e citomegalovírus (herpes). Todos devem ser feitos anualmente após os 20 anos ou a partir do início da atividade sexual e por usuários de drogas injetáveis.
  
Fonte:
http://www.laboratorioclinicodesobral.com.br/interna.php?pagina=noticia.php&codigo=18