domingo, 26 de outubro de 2014

Doenças graves podem ser diagnosticadas com exames de sangue

Após vermos doenças que podem ser diagnosticadas pelo exame clínico, vamos falar sobre a importância de exames bioquímicos para o diagnóstico de algumas doenças. Muito se fala sobre as doenças silenciosas e a relevância de seu diagnóstico precoce, evitando seu agravamento. Segundo o patologista clínico Gustavo Rassi, do laboratório Atalaia, em Goiânia, os exames laboratoriais devem ser feitos sempre após uma consulta médica, já que eles são um complemento da avaliação clínica do paciente. Mas há aqueles exames e pedidos que não podem esperar uma dor ou desconforto para serem feitos. O médico irá avaliar idade, histórico familiar e outras doenças relacionadas, estudando a necessidade de fazer aquele exame e analisar os resultados com propriedade. Separamos alguns exames muito simples de serem feitos, que não exigem nenhuma preparação especial ou horas de jejum, e que podem detectar problemas graves.

HIV
O rastreamento da AIDS ainda é um assunto delicado e difícil de ser feito no Brasil. Segundo o Departamento de DST, AIDS e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, estima-se que 530 mil pessoas vivam com HIV/AIDS no país, sendo que 135 mil dessas pessoas não sabem que portam o vírus ou nunca fizeram o teste. O exame para rastreamento do HIV é a principal estratégia para o acesso ao diagnóstico. "Ele é feito geralmente pela coleta de sangue ou outros fluídos corporais, como a saliva", explica o patologista clínico Gustavo Rassi. Com essa amostra se faz a pesquisa de anticorpos anti-HIV. "Os grupos e comportamentos de risco são os mais indicados a fazer o exame, como usuários de drogas injetáveis e indivíduos que praticam sexo com vários parceiros sem preservativos", diz. Entretanto, o vírus não afeta apenas essas pessoas, e deveria ser feito pelo menos uma vez naqueles que não se enquadram nesses grupos. Com a detecção precoce, é possível encontrar melhores resultados terapêuticos, cuidar para não transmitir a infecção aos parceiros e até mesmo conseguir melhores prognósticos, podendo inclusive impedir uma manifestação grave da doença. O teste é rápido e oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), e o médico pode fazer o pedido do exame se o paciente expressar essa vontade na consulta.

Hepatite C
De acordo com o Fundo Mundial para a Hepatite da Organização das Nações Unidas, cerca de 500 milhões de pessoas no mundo estão infectadas com os vírus para hepatite B e C, e apenas 5% delas sabem que tem a doença. No Brasil, existe cerca de 1,5 milhão de pessoas infectadas pela hepatite C, doença responsável por 70% das hepatites crônicas e 40% dos casos de cirrose, segundo dados do Ministério da Saúde. O infectologista Paulo Roberto Ferreira, do Hospital Bandeirantes, conta que as formas crônicas das hepatites B e C raramente apresentam sintomas fortes. "Depois do início, não há sintomas por 20 a 30 anos, até que apareça cirrose ou câncer de fígado. Esse é o grande problema da doença, que é silenciosa por muito tempo", afirma. De acordo com o fundo da ONU, as pessoas nascidas entre 1945 e 1965 devem fazer o teste da hepatite C pelo menos uma vez na vida, pois têm cinco vezes mais chances de estarem contaminadas. Isso porque a doença é transmitida pelo sangue, como transfusões, sexo sem proteção, compartilhamento de agulhas e etc, e nesse período os cuidados com a higiene e a sorologia para verificar a existência do vírus no sangue doado ainda não tinha sido desenvolvida. O exame é importante para a prevenção de uma doença mais grave, pois uma vez identificado o vírus, é possível controlá-lo e impedir complicações.

Colesterol alto
Esse é outro exame de sangue simples de fazer, o de colesterol e frações. "Ele possibilita ao médico avaliar índices importantes como o colesterol (tanto o LDL, o colesterol ruim, quanto o HDL, conhecido como bom colesterol) e o perfil lipídico, que revela se há ou não risco para aterosclerose, AVC ou hipertensão arterial", explica o geriatra Clóvis Cechinel, do laboratório Pasteur, em Brasília. Esse é um exame que pode ser feito em qualquer época da vida, uma vez que o colesterol também não apresenta sintomas, podendo se manifestar já na forma de uma doença mais grave, como o infarto. A recomendação se intensifica para pessoas com mais de 40 anos ou então aqueles que possuem histórico de doenças cardiovasculares.

Distúrbios da tireoide
Enquanto o colesterol alto, a hepatite e a AIDS não apresentam sintomas antes de atingirem gravidade, as desordens da tireoide enganam pela simplicidade e variedade de sinais. Cansaço, calor excessivo e insônia são algumas das manifestações de problemas com esse órgão. Por isso é comum que pessoas com problemas na tireoide suspeitem de outras doenças, demorando a pesquisar o problema corretamente. Os hormônios da tireoide são responsáveis pelo nosso metabolismo basal, eles estimulam nossas células a trabalharem e garantem que tudo funcione corretamente em nosso corpo. Quando produzimos esses hormônios em excesso (hipertireoidismo), o metabolismo passará a funcionar de forma acelerada, e quando a tireoide não está produzindo quantidade suficiente de hormônios (hipotireoidismo), o metabolismo fica mais lento. Devido à dificuldade no diagnóstico, o exame de TSH é importante para verificar se há alguma alteração significativa no funcionamento da tireoide que precise de tratamento. "Com a análise clínica do médico com base no perfil do paciente, é possível entender se algumas das dificuldades são causadas pela tireoide", explica o patologista Gustavo. Os distúrbios da tireoide são mais comuns em mulheres e ficam mais incidentes com o passar da idade, por isso, pessoas com mais de 50 anos devem considerar fazer esse exame.

Alterações na próstata
Nesse caso, existem dois exames muito importantes para identificar possíveis problemas no órgão, incluindo o câncer de próstata. Existe a dosagem de PSA, que analisa a proteína de mesmo nome. Uma próstata normal produz essa proteína normalmente, mas uma pessoa que tem um tumor pode produzir em maior quantidade. Entretanto, apenas o exame de PSA não é conclusivo para o diagnóstico de câncer de próstata, uma vez que ele pode ser falho. "De 24 a 40% dos tumores não apresentam altas dosagens da proteína PSA, não sendo detectados pelo exame", afirma o oncologista Fabio Kater, coordenador do Centro de Oncologia do Hospital 9 de Julho. Outro cenário é quando o exame apresenta resultado anormal, mas a alteração na próstata em si não representa um problema e, portanto, não irá necessitar de tratamento.
Por isso o exame de toque também deve ser feito preferencialmente, e se possível em conjunto com o PSA. O exame de toque retal dá informações adicionais ao médico sobre a próstata, mesmo que não relacionado à doença maligna, como a hiperplasia prostática benigna. Além disso, o exame de toque também possibilita encontrar pólipos e fazer retirada de pele para biópsia.
Os homens precisam fazer o exame de toque anualmente a partir dos 50 anos, pois é a partir dessa idade que a incidência de alterações aumenta. Antes desta idade o exame pode ser recomendado pelo médico para pessoas sintomáticas ou pessoas de alto risco para a doença, como obesidade e parentes de primeiro grau com o diagnóstico da doença.  A recomendação atual da Associação Americana de Urologia é de que homens entre 40 e 54 anos sejam submetidos a avaliação prostática com PSA e toque retal se apresentarem fatores de risco para o câncer de próstata, caso contrário, a avaliação prostática de rotina deverá ser realizada em homens a partir dos 50 anos. Entretanto, homens em idade muito avançada - expectativa de vida abaixo dos 10 anos - que não apresentam sintomas e nunca tiveram diagnóstico para câncer de próstata podem receber dispensa do exame pelo médico, sob a justificativa de que o diagnóstico nessa idade pode não beneficiar o paciente, pois o tratamento poderá ser muito exaustivo e pouco efetivo para alguém cuja expectativa de vida já está baixa. Um exemplo: um homem que já tem 90 ou 95 anos não se beneficia tanto do diagnóstico quanto um homem mais jovem, pois o tratamento para o câncer pode ser debilitante. Entretanto, tudo deve ser conversado adequadamente com um médico.

Doenças renais
As doenças renais também podem demorar anos para apresentar algum sintoma, quando já atingem certa gravidade. Por isso, o exame de creatinina é importante para avaliar a função dos rins, uma vez que quanto maiores são os níveis de creatinina, menos eficiente está o rim. A creatinina é uma substância serve de suporte para fazer o cálculo da taxa de quanto o rim consegue filtrar das impurezas que estão passando ali. Pacientes com hipertensão, obesidade e diabetes estão em maior risco para lesões e infecções nos rins, bem como a insuficiência renal. Outras indicações para o exame de creatinina incluem histórico familiar de doença renal, pedra nos rins ou infecção urinária.

Doenças do sangue
O primeiro nome que vem à cabeça é anemia ferropriva, ou deficiência de ferro, quando se fala em doenças que afetam o sangue. Entretanto, existe uma série de doenças que podem ser identificadas pelo sangue ou interferir em seu metabolismo de alguma forma. Um exemplo é a hemocromatose, que é uma hiperabsorção de ferro pelo organismo, podendo afetar diversos órgão do corpo, como o fígado. Para identificar esses problemas, o médico pode pedir o hemograma, incluindo saturação de transferrina, ferritina e ferro.
Além disso, o sangue também abriga outras substâncias que, quando em quantidades alteradas, podem sinalizar a presença de uma doença, como alguns tipos de câncer. Nesse caso, a pedida é a eletroforese de proteínas, um método que permite separar as proteínas do plasma humano em frações, podendo assim mensurar suas possíveis alterações. Pessoas acima dos 40 anos são mais indicadas para fazer esses exames, ou então pessoas que tenham sintomas ou fatores de risco para a anemia, por exemplo.

Fonte:
http://www.minhavida.com.br/saude/galerias/17042-doencas-graves-podem-ser-diagnosticadas-com-exames-de-sangue

9 comentários:

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  2. Um problema que pode ser acompanhado junto com o colesterol é a ocorrência da síndrome metabólica. Essa síndrome ocorre quando há a presença de alguns sintomas: hipercolesterolemia, hipertrigliceridemia, hipertensão arterial e hiperglicemia. Assim como foi falado para o colesterol, o acompanhamento dos fatores de risco da síndrome metabólica deve ser feito periodicamente durante toda a vida. Isso, pois o estilo de vida da população atual - sedentarismo, alimentação gordurosa e pobre em proteínas - aumenta a ocorrência da síndrome. Portanto, para evitar o aumento do número de casos de doenças vasculares, monitorar a síndrome metabólica e o colesterol é de fundamental importância.
    Fonte: www.biosindromemetabolica.blogspot.com

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  3. Como a postagem citou o intrigante dado de que 530 mil pessoas vivem com HIV/AIDS no país, sendo que 135 mil dessas pessoas não sabem que portam o vírus ou nunca fizeram o teste, é importante saber como o registro de novos casos vem se distribuindo pelo país. Embora o Sudeste ainda concentre maior número de casos, o ministério identificou maior ocorrência em outras regiões do país. O Sudeste tem uma tendência de redução do peso ao longo do tempo, porque outras regiões, principalmente Norte e Nordeste, têm tido crescimento de casos de Aids. Esse movimento ocorre, principalmente, devido a dois fatores: o fato de a doença ter chegado mais tarde nessas regiões do que em outras, como o Sudeste, e a dificuldade de acesso em determinadas localidades a diagnóstico e prevenção. O ministro Alexandre Padilha reconheceu a necessidade de ampliar a realização de testes rápidos nas regiões e melhorar a qualidade dos serviços de saúde. "Temos que reforçar a interiorização dos serviços de tratamento."

    Fonte: http://port.pravda.ru/science/10-04-2013/34493-brasil_aids-0/

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  4. Um simples exames de sangue que é feito no setor de emergências de um hospital/ubs, o hematócrito, que serve para avaliar a percentagem dos glóbulos vermelhos ou hemácias no volume total de sangue, pode ser usado para diagnosticar diversos aspectos para procedimentos e diagnósticos médicos e biomédicos. O resultado deste exame pode ser usado para diagnosticar anemia, policitemia e desidratação e auxiliar nas decisões destes procedimentos: resposta ao tratamento de anemia ou de policitemia; decisão de transfusão de sangue em anemias graves e a eficácia de transfusões de sangue.
    Fonte: bioquímicanaemergência.blogspot.com

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  5. Todos sabemos que, principalmente para o câncer, diagnóstico precoce é fundamental. É importante ressaltar, portanto, que muitos dos marcadores tumorais que podem ajudar a conduzir o diagnóstico dessa doença são detectados em simples exames de sangue ou de urina. Para confirmação do diagnóstico, entretanto, uma biópsia é necessária. Todavia, os marcadores são fundamentais tanto por ser um exame inicial não invasivo que pode dar uma indicação para o médico, quanto por facilitar a monitorização da doença.

    Fonte: http://www.cito.med.br/?menu=artigos&idcat=8&idmenu=75&idartigos=565

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  6. Apesar de os exames de sangue serem um método eficiente de diagnóstico, não estão isentos de erros. Falsos positivos e falsos negativos ocorrem com relativa frequência, todos os tipos de teste apresentam sua taxa de erro. Um exemplo é o teste de hCG no sangue para detectar a gravidez. O primeiro interferente em testes de gravidez e mais óbvio é resultados negativos encontrados no começo da gravidez devido a pequena quantidade de hormônios hCG excretado, e isso vai depender de fatores como condição orgânica de cada paciente, stress e outros. Quando Suspeitar o teste deve ser repetido dentro de uma semana ou por método mais sensível.
    Fonte: http://www.plugbr.net/teste-de-gravidez-com-resultado-positivo-pode-ser-negativo-2/

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  7. O sangue é especialmente eficiente para identificar patologias próprias do sangue, entre as quais as mais comuns são as anemias, citadas no texto. No entanto, o exame de sangue também e importante na identificação de outras patologias mais sérias do sangue que, se não identificadas com antecedência podem ser fatais. Um exemplo são as moléstias de coagulação: a coagulação do sangue excessiva pode provocar embolia pulmonar, ictus, paragem cardíaca. A prevenção à formação de trombos é simples: o médico receita um remédio contra a coagulação ou pequenas doses de aspirina. O tratamento, por outro lado, é bastante complexo e muitas vezes ineficiente (outro exemplo da importância do exame de sangue).

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  8. A campanha do ministério inclui a oferta na rede pública de saúde de teste rápido para HIV/aids, sífilis e hepatites B e C - o resultado do exame, implantando em 2005, fica pronto em 30 minutos. Até setembro deste ano, já foram distribuídos 2,1 milhões de unidades do exame. Isso mostra o quanto a praticidade da clínica evoluiu com o uso da bioquímica (exames)

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  9. O primeiro jato de urina traz células e secreção que podem estar presentes na uretra, principalmente se existir um processo inflamatório e/ou infeccioso chamado uretrite.
    Quando se está preocupado com uma possível infecção urinária, é importante que o material examinado não seja "contaminado" com o que estiver na uretra.
    Daí a necessidade de desprezar o primeiro jato e coletar o jato médio, ou seja, uma urina que representa bem o material que está na bexiga.

    fonte
    http://www.labivida.com.br/web/duvida_urina_primeira_manha

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