quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Após a anamnese é realizado o exame físico, onde se procuram os sinais e sintomas da doença.

O exame físico é o conjunto de técnicas e manobras de alguns profissionais de saúde com o intuito de diagnosticar uma doença ou problemas de funcionalidade, entre outros. Os profissionais de saúde que se utilizam desse instrumento visam a detecção de anormalidades para possíveis intervenções e para prevenção do agravamento do estado do paciente.
O exame começa assim que o profissional avista o paciente, através de uma observação visual onde ele percebe alguns fatores como alterações na pele (coloração, feridas, manchas, etc), deformidades, obesidade, movimentos involuntários e em um segundo momento ele aplica um conjunto de manobras. Pode utilizar aparelhos, tais como: estetoscópio, esfigmomanômetro, termômetro, entre outros, com o objetivo de melhor avaliar um órgão ou sistema na busca de mudanças anatômicas ou funcionais que são resultantes da doença. Além disso, serve para a constatação do bom funcionamento dos sistemas.
O exame físico pode ser geral ou focal e se divide em quatro etapas: inspeção, ausculta, palpação e percussão. Essas técnicas podem ser aperfeiçoadas com paciência, prática e perseverança. Vale ressaltar que o sentido do exame deve ser céfalo-podálico (indo da cabeça para os pés), isto é, primeiramente deve-se observar a cabeça do paciente, depois o pescoço, tórax, abdôme e por fim a genitália.
Enquanto examina a cabeça, o profissional deve se atentar em detalhes na parte superior da cabeça, no nariz, na boca, nos olhos e nas orelhas. No tórax deve se atentar à caixa toráxica, às mamas, a alterações na pele, ao coração e ao sistema respiratório. No abdôme são examinados o fígado, o baço, os rins, o ânus, outras regiões internas e até mesmo as fezes do paciente. Por fim, examina-se a genitália em busca de alguma anormalidade.
Inspeção: exige a utilização do sentido da visão. Tem como objetivos detectar dismorfias, distúrbios do desenvolvimento, lesões cutâneas, presença de catéteres e tubos ou outros dispositivos.
Palpação: obtenção do dado através do tato e da pressão (para regiões mais profundas do corpo). Identifica modificações na estrutura, espessura, consistência, volume e dureza.
Percussão: o profissional executa um movimento rápido na área a ser examinada e produz um som que é avaliado por sua intensidade, altura, duração e qualidade. Cada estrutura tem um som característico. Os sons obtidos podem ser: maciço (onde o local tocado é "duro", pode indicar hemorragia interna ou presença de secreções), timpânico (indica presença de ar), som claro pulmonar (indica presença de ar nos alvéolos).
Ausculta: procedimento que detecta sons do organismo, só que diferente da percussão, esse procedimento usa aparelhos para auxílio, por exemplo o estetoscópio.
O exame físico apesar de parecer simples contribui muito para a detecção de doenças ainda no início, pois qualquer tipo de alteração da normalidade o paciente deve ser encaminhado para exames mais específicos.
O uso do exame físico por profissionais das áreas de saúde é indispensável, principalmente nas redes públicas que atendem as classes menos favorecidas da população, que na maioria das vezes não possuem serviços especializados e dependem dessas manobras para garantir o mínimo de saúde para sobreviver.

Fontes: 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Exame_f%C3%ADsico
http://www.infoescola.com/medicina/exame-fisico/

8 comentários:

  1. Acho interessante também pensarmos em um outro lado do exame clínico. Para o paciente, as técnicas que são usadas para identificar alterações anatômicas ou funcionais – inspeção, palpação, percussão e ausculta, como cita a postagem – contêm em si outro componente, muitas vezes esquecido ou desprezado pelo médico. Constitui esse “outro lado” do exame físico. Assim, na inspeção está incluso o ato de olhar; na palpação e na percussão, o de tocar e na ausculta, o de ouvir. É necessário compreender que inspecionar e olhar são indissociáveis, enquanto palpar e tocar são procedimentos que se completam. A síntese desse duplo significado do exame físico é facilmente compreendida se o médico estiver atento para compreender o que os pacientes querem dizer quando falam: “Doutor, estou em suas mãos!“, expressão que revela duplo sentido, pois significa que o paciente espera que das mãos do médico saia uma prescrição, um procedimento ou ato cirúrgico capaz de livrá-lo de um padecimento, assim como ao profissional está entregando-se, permitindo-nos decidir ou ajudá-lo a escolher o que é melhor para ele.

    ResponderExcluir
  2. É interessante ressaltar ,além das partes características do exame físico, as suas possíveis variações. Apesar de ser tratado como uma coisa padronizada, o exame pode ter diferenças, dependendo da individualidade de cada profissional. Outra diferença pode vir da profissão do responsável pelo exame: o exame físico geral descrito no post retrata basicamente o exame feito pela classe médica; um exemplo disso é a classe dos enfermeiros, que apesar de apresentarem fases semelhantes tem algumas diferenças e nunca tem um foco em uma área específica, sendo o mais generalizado possível (é normalmente o primeiro exame).

    ResponderExcluir
  3. O exame físico pode incluir verificação de sinais vitais, incluindo o exame da temperatura, pressão arterial, pulso e frequência respiratória. O profissional de saúde utiliza os sentidos da visão, audição, tato, e, por vezes, olfato (por exemplo, na infecção, uremia, cetoacidose diabética). O paladar foi dispensado pela disponibilidade de testes de laboratório modernos. Quatro ações são ensinados como a base do exame físico: inspeção, palpação (sensação), percussão (toque para determinar características de ressonância) e ausculta (ouvir).

    ResponderExcluir
  4. No exame físico deve-se ter um olhar clínico para buscar os vários sinais perceptíveis pelo olho que o corpo cria. Nesse contexto, exerce uma grande importância a participação da pele. Uma vez que a pele recobre a parte externa do nosso corpo e é um dos tecidos de maior presença no organismo, a presença de doenças em geral tem repercussões na pele através de manchas, irritações e outros sintomas. Por isso, um conhecimento e um estudo anatômico e bioquímico sobre o tecido epitelial e suas propriedades pode ajudar bastante na prática de exames físicos.
    Fonte: aulas de anatomia com o Anselmo

    ResponderExcluir
  5. O exame físico é a base do setor de emergências de um hospital. O setor de Urgência e Emergência é a área do hospital responsável pelo atendimento primário a um variado legado de doenças que podem ou não ameaçar a vida do paciente. Contudo, é necessário intervenção imediata, seja para restabelecer o estado de homeostase do organismo ou oferecer alguma melhora diante do estado de doença para o paciente. Diante disso, o plantonista consultar com o objetivo de restabeleceras funções vitais do paciente, usando para isso os serviços dos exames laboratoriais que podem confirmar uma suspeita clínica, excluir um diagnóstico, auxiliar na seleção e otimização de um tratamento ou fornecer um prognóstico. Apesar dos exames bioquímicos auxiliares, o principal meio de diagnóstico é através de um exame clínico (físico) bem feito.

    ResponderExcluir
  6. Com o avanço cada vez maior da tecnologia dos métodos diagnósticos, da propedêutica e da terapêutica gênica e da medicina baseada em evidências a importância da história clínica e sinais clínicos dos pacientes está sendo relevada ao segundo plano. Surpreendentemente, em meio a todo esse novo ângulo da medicina, é publicado um sub-estudo de um dos mais citados estudos da cardiologia baseada em evidência (SOLVD – Studies Of Left Ventricular Dysfunction) cujo objetivo é a importância da terceira bulha (B3) e da turgência venosa jugular (TVJ) no prognóstico da insuficiência cardíaca (IC). O sub-estudo do SOLVD mostrou que, ambos, B3 e TJV (sinais clínicos) são isoladamente fatores de risco independentes para eventos adversos e para progressão da IC (N Engl J Med 2001,345:574-81).

    ResponderExcluir
  7. A palavra empatia tem origem grega, empatheia, que significa tendência para sentir o que se sentiria caso se estivesse na situação e circunstâncias experimentadas e vivenciadas por outra pessoa. Empatia tem sido também definida como a capacidade de entender aquilo que uma pessoa está sentindo e transmitir-lhe compreensão, mantendo ao mesmo tempo certa objetividade para poder prestar a ajuda necessária. A empatia é um importante elemento da formação médica. Seu papel no estabelecimento de uma boa relação entre pacientes e médicos é discutido em pesquisas sobre educação e cuidado médico. A empatia e a habilidade comunicacional aumentam a satisfação do paciente e sua confiança, e intensificam a técnica de diagnóstico e tratamento do médico.

    ResponderExcluir
  8. Durante a palpação devemos verificar a presença de pontos dolorosos e contratura da musculatura cervical. Devem ser palpadas as estruturas ósseas e os tecidos moles da região.

    Devem ser pesquisados pontos sensíveis à palpação e à percussão cervical. Dor e alargamento interespinhoso vertebral sugerem fratura ou instabilidade com lesão ligamentar. Um degrau entre os processos espinhosos sugere espondilolistese.


    Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO - Cursos Online : Mais de 1000 cursos online com certificado
    http://www.portaleducacao.com.br/fisioterapia/artigos/28325/exame-fisico-palpacao#ixzz3JWYwgoSv

    ResponderExcluir