segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Infertilidade pode ser diagnosticada através de exames de imagem

A endometriose é definida pela presença de tecido endometrial (ou seja, a camada funcional que recobre o útero internamente e que descama ciclicamente na forma de menstruação) fora do seu local de origem. Podemos encontrar focos de endometriose mais frequentemente nos órgãos pélvicos (ovário, trompas, intestino e bexiga) ou até mesmo em órgãos mais distantes (abdominais ou extra-abdominais) na forma de implantes.
A endometriose acomete aproximadamente de 5 a 10% da população feminina em idade fértil, porém pode ser encontrada entre 20 e 40% das pacientes com infertilidade. Também é mais comum o diagnóstico de endometriose em mulheres que apresentam quadro de dor pélvica. Portanto, do ponto de vista clínico, os sintomas mais comuns da doença são: dor pélvica (na forma de cólicas menstruais intensas e muitas vezes incapacitantes, dor ao coito ou mesmo dor pélvica não cíclica) e infertilidade.
É interessante notar que nem todas as mulheres com achado acidental de implantes de endometriose durante um procedimento cirúrgico apresentam estes sintomas ou são inférteis. Acredita-se, portanto que na maioria das mulheres este refluxo menstrual ou mesmo alguns implantes iniciais são de alguma forma "depurados" pelo organismo, sem caracterizar, portanto uma doença. Já em outras, a endometriose pode apresentar um caráter evolutivo e até mesmo um comportamento do tipo tumoral, invadindo órgãos, como intestino, bexiga e vagina, com consequente piora da qualidade de vida da mulher e necessidade de tratamentos cirúrgicos mais complexos.
A endometriose ainda é uma doença difícil de diagnosticar por meio do exame físico, ou seja, realizado durante a consulta ginecológica de rotina. Dessa forma, os exames de imagem são mais adequados para indicar a possível existência do problema, que será confirmada posteriormente por meio de exames laboratoriais específicos.
Entre os exames de imagem que podem sinalizar a endometriose, destacam-se:
- Ultrassonografia transvaginal – Procedimento de menor custo, que permite a identificação de endometriomas, aderências pélvicas e endometriose profunda.
- Ressonância magnética – Exame mais caro, a ressonância magnética apresenta melhores taxas de sensibilidade e especificidade na avaliação de pacientes com endometrioma e endometriose profunda.
Para identificar a existência da endometriose, outros exames complementares ainda podem ser solicitados pelo médico, como a ultrassonografia transretal, a ecoendoscopia retal e a tomografia computadorizada. Após a identificação de alguma alteração, o médico poderá optar por realizar uma biópsia da lesão encontrada, de modo a confirmar o diagnóstico. Essa avaliação será realizada por meio de exames chamados laparoscopia e laparopotomia.
- Laparoscopia – Permite tanto o diagnóstico como o tratamento da paciente. O procedimento é realizado através de pequenas incisões na barriga, e a introdução de instrumentos telescópicos para a visualização, e se for o caso, para a retirada das lesões. A laparoscopia também permite a coleta de material para avaliação histológica e o tratamento cirúrgico das lesões. O ideal é que seja realizado após o término da fase de avaliação por meio dos métodos de imagem, permitindo que o diagnóstico e o tratamento possam ser feitos de maneira integrada – e evitando, assim, múltiplos procedimentos. A Laparoscopia é mais vantajosa que a Laparotomia, porque envolve um menor tempo de hospitalização, anestesia e recuperação, além de permitir uma melhor visualização dos focos da doença.
- Laparotomia – É o procedimento tradicional e considerado mais invasivo em comparação à Laparoscopia.  Envolve uma incisão abdominal maior para acessar os órgãos internos, e pode ser indicada pelo médico dependendo das necessidades da paciente.
Hoje em dia, no entanto, existem diversos tipos de tratamentos não invasivos, que podem reduzir o número total de procedimentos a que a paciente é submetida. Vale ressaltar que a endometriose é uma doença crônica, e por isso o acompanhamento médico contínuo é fundamental.

Fontes:
http://www.minhavida.com.br/saude/materias/11840-infertilidade-pode-ser-diagnosticada-atraves-de-exames-de-imagem
http://www.gineco.com.br/saude-feminina/doencas-femininas/endometriose/#diagnsticos 

9 comentários:

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  2. Apesar do que foi dito na postagem, que a endometriose nem sempre pode ser diagnosticada nas consultas ginecológicas de rotina, é muito importante que as mulheres mantenham visitas regulares aos profissionais ginecologistas, que tomarão os procedimentos necessários para o diagnóstico e tratamento dessa e de muitas outras doenças.

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  3. O ultrassom transvaginal é um exame conhecido das rotinas ginecológicas e obstétricas. Por meio dele, o médico pode ter uma visualização de todo o aparelho reprodutor feminino, útero, ovários e trompas. O exame pode ser utilizado para diagnosticar miomas, câncer e gravidez. Além disso, é um forte aliado das técnicas de reprodução assistida. O ultrassonografista vai inserir uma sonda, envolta por um preservativo e gel lubrificante, na vagina da paciente. É por meio desse objeto que o especialista capta as imagens do aparelho reprodutor feminino. No caso das pacientes de reprodução assistida, algumas sessões do exame serão feitas durante o período menstrual. Isso acontece porque o tratamento de reprodução começa nos primeiros dias do ciclo menstrual.

    Fonte: http://vidaeestilo.terra.com.br/fertilidade/noticias/0,,OI5860917-EI20146,00-Entenda+a+funcao+e+como+e+feito+o+ultrassom+transvaginal.html

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  4. A investigação da endometriose é importantíssima e deve ser feita por todas as mulheres em idade fértil, principalmente por sua capacidade de aumentar as chances de ocorrência de gravidez ectópica. Essa doença, se não diagnosticada com antecedência, pode causar um rompimento de trompas e, em alguns casos, graves hemorragias e morte.

    Fonte: http://www.minhavida.com.br/saude/temas/gravidez-ectopica

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  5. Em relação ao tratamento da endometriose temos que a doença regride espontaneamente com a menopausa, em razão da queda na produção dos hormônios femininos; mulheres mais jovens podem valer-se de medicamentos que suspendem a menstruação (a pílula anticoncepcional tomada sem intervalos e os análogos do GnRH), o inconveniente é que estes últimos podem provocar efeitos colaterais adversos; lesões maiores de endometriose, em geral, devem ser retiradas cirurgicamente, quando a mulher já teve os filhos que desejava, a remoção dos ovários e do útero pode ser uma alternativa de tratamento.
    Fonte: http://drauziovarella.com.br/mulher-2/endometriose/

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  6. Várias teorias tentam explicar a origem e o desenvolvimento da doença, porém a associação de múltiplos fatores parece influenciar seu surgimento. A principal e mais aceita destas teorias considera que os implantes de endometriose ocorrem a partir do refluxo do conteúdo menstrual através das trompas, com consequente deposição e adesão sobre os órgãos pélvicos, mediante fatores predisponentes. Em razão disso, a reação inflamatória desencadeada pela presença deste implantes, será responsável pela formação de aderências entre órgãos e alteração da anatomia normal, provocando assim os sintomas. Fatores locais, hormonais, imunológicos, genéticos e até mesmo ambientais parecem ser responsáveis ou não pelo evoluir da doença. Em algumas pacientes a doença apresenta um caráter progressivo, com piora dos sintomas com o passar do tempo.

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  7. Laparoscopia, como indicada na postagem, é uma cirurgia minimamente invasiva usada para dois objetivos: diagnóstico e tratamento. É a melhor forma de tratar a endometriose e diversas outras doenças ginecológicas, como cistos de ovário, miomas dentre outras. Nessa cirurgia, após anestesia geral são realizadas pequenos cortes, geralmente um na região do umbigo de 1 cm e dois ou três outros logo acima da linha dos pelos pubianos, onde se insere uma ótica e outros instrumentos cirúrgicos. Com a ótica podemos visualizar toda a pelve e abdômen, permitindo o diagnóstico de qualquer alteração. Através da inserção de instrumentos pelas outras incisões podemos operar e tratar a maioria das doenças ginecológicas. Como é pouco invasiva deve ser a mais utilizada pelo médico sempre que possível, pois mais importante que tratar qualquer doença é minimizar o sofrimento do paciente. Dessas forma que saúde é gerada para toda uma população.

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  8. Diante da suspeita de endometriose, o exame ginecológico clínico é o primeiro passo para o diagnóstico, que pode ser confirmado pelos seguintes exames laboratoriais e de imagem: visualização das lesões por laparoscopia, ultra-som endovaginal, ressonância magnética e um exame de sangue chamado marcador tumoral CA-125, que se altera nos casos mais avançados da doença. O diagnóstico de certeza, porém, depende da realização da biópsia. A endometriose é uma doença crônica que regride espontaneamente com a menopausa, em razão da queda na produção dos hormônios femininos.Mulheres mais jovens podem valer-se de medicamentos que suspendem a menstruação: a pílula anticoncepcional tomada sem intervalos e os análogos do GnRH. O inconveniente é que estes últimos podem provocar efeitos colaterais adversos.

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  9. As mulheres não devem esperar que descubram uma possível endometriose se não frequentarem regularmente o seu ginecologista e, além disso, falar para ele como são suas cólicas menstruais, como está sendo o seu ciclo menstrual, etc... De acordo com o blog do dr. Dráuzio Varella, as mulheres devem ter as seguintes precauções:
    - Não imagine que a cólica menstrual é um sintoma natural na vida da mulher. Procure o ginecologista e descreva o que sente para ele orientar o tratamento;

    * Faça os exames necessários para o diagnóstico da endometriose, uma doença crônica que acomete mulheres na fase reprodutiva e interfere na qualidade de vida;

    * Inicie o tratamento adequado ao seu caso tão logo tenha sido feito o diagnóstico da doença;

    * Saiba que a endometriose está entre as causas possíveis da dificuldade para engravidar, mas a fertilidade pode ser restabelecida com tratamento adequado.

    fonte
    http://drauziovarella.com.br/mulher-2/endometriose/

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