domingo, 2 de novembro de 2014

É possível identificar e prevenir doenças pelas unhas

Os dermatologistas conseguem diagnosticar doenças pelo estudo das mãos de seus pacientes. Segundo eles, o aspecto da unha diz muito sobre a saúde de uma pessoa. Unhas quebradiças, por exemplo, podem significar hipotireoidismo. Já aquelas avermelhadas podem indicar problemas cardíacos. Se a unha apresentar manchas escuras, cuidado: pode ser indício de câncer de pele. A lista de doenças que podem ser diagnosticadas pela unha é extensa e inclui desde asma e diabetes até enfisema pulmonar e insuficiência renal. “Há diversas alterações na unha que podem indicar doenças renais, pulmonares, hepáticas, cardíacas e até câncer de pele. Por isso mesmo, é importante estimular o autoexame dos pacientes. Em caso de unhas muito frágeis, secas e quebradiças, convém procurar o médico”, aconselha a dermatologista Solange Maciel, da Sociedade de Dermatologia do Rio de Janeiro (SBD-RJ).

Porta de entrada
Segundo a dermatologista Robertha Nakamura, “A retirada agressiva da cutícula pode ser prejudicial à saúde da unha. Afinal, as cutículas funcionam como uma barreira protetora, que impede a entrada de micro-organismos. O melhor a fazer é amolecer a cutícula com um creme hidratante, empurrá-la com a espátula e remover somente o excesso”. No caso das micoses — infecções causadas por fungos que atingem 20% da população adulta —, as maiores vítimas são as mulheres que frequentam salões de beleza. Os médicos avisam que as unhas não servem apenas para avisar quando o paciente tem uma determinada doença. Servem, também, de “porta de entrada” para uma série de infecções por fungos, bactérias e até vírus como os da AIDS e da hepatite B. Na maioria das vezes, o risco mais comum de quem faz as unhas em manicures é a cuticulite — nome dado à infecção da cutícula após a retirada de um “bife”. Se o corte for superficial, tende a cicatrizar em poucas horas. Se for profundo, pode dar origem a uma carne esponjosa. Há casos em que os médicos têm de recorrer a cirurgias para retirar o excesso de pus que se forma na borda da unha. Por isso mesmo, os dermatologistas são tão enfáticos ao afirmar que todo cuidado é pouco na hora de retirar a cutícula.

Fique de olho na sua unha
1 - Unhas com manchas brancas: Pode ser deficiência alimentar, pequenos traumas sucessivos ou micose.
2 - Unhas amarelas: Pode ser tabagismo e diabetes. Além do efeito de algum produto usado para tirar o esmalte ou ficar com esmalte tempo demais na unha.
3 - Unhas com manchas roxas ou azuladas: Pode ser doença pulmonar ou cardíaca.
4 - Unhas com manchas esverdeadas: Pode ser infecção por uma bactéria chamada pseudômona.
5 - Unhas com a metade branca e metade avermelhada: Pode ser problema nos rins.
6 - Unhas com faixas escuras: Em negros, pode ser genético. Caso contrário, tumor ou reação ao uso de remédios.
7 - Unhas fracas, quebradiças e com descamação: Pode ser falta de vitaminas e minerais no corpo, ou hipotireoidismo e/ou menopausa.
8 - Unhas espessas: Pode ser eczema, psoríase ou fungo.
9 - Unhas com ondulações: Pode ser traumas na matriz da unha.

Outras mudanças que podem aparecer:
- Unhas com inchaço, vermelhidão e dor: Infecção bacteriana chamada também de panarício.
- Unhas acinzentadas: Doenças imunológicas como AIDS ou cirrose hepática.
- Unhas com descolamento: Problema provocado pelo contato frequente com a água.
- Unhas sem brilho: Falta de zinco ou cobre.
- Unhas com diferentes nuanças: Má alimentação.
- Unhas com formato alterado: Forma de colher podem ser doenças pulmonares, forma de baqueta podem ser problemas cardíacos ou circulatórios.
- Unhas com pequenos vasos na área da matriz: Lúpus.

Visita à manicure
Outra recomendação que os médicos fazem quando os pacientes agendam um horário no salão de beleza diz respeito aos instrumentos utilizados. Segundo eles, espátulas, limas e alicates, entre outros, precisam ser cuidadosamente esterilizados para não transmitirem doenças de um cliente para outro. No caso das lixas, elas têm de ser descartáveis. Alguns salões já dispõem de modernas autoclaves — aparelhos que utilizam vapor de água sob pressão — para a esterilização de seus instrumentos. Outros, não. Na dúvida, o melhor a fazer é montar o seu próprio kit de manicure, com alicate, tesoura e espátula, e levá-lo para o salão. “Usar a lixa de outras pessoas favorece a proliferação de micoses”, garante o dermatologista Murilo Drummond, da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Mas tão importante quanto não compartilhar seus instrumentos com estranhos é limpá-los corretamente. E a melhor maneira de eliminar fungos e bactérias do alicate é deixá-lo de molho por alguns minutos em água fervente ou, então, limpá-lo com álcool 70% antisséptico. Quanto às lixas e palitos de laranjeira, não há o que fazer senão jogá-los fora após o uso. Afinal, não podem ser esterilizados.

Fontes:
http://revistavivasaude.uol.com.br/clinica-geral/aprenda-a-identificar-e-prevenir-doencas-pelas-unhas/1411/
http://www.cless.com.br/ouvinosalao/de-olho-nas-unhas/

8 comentários:

  1. Já que a postagem fala sobre as unhas, é válido avaliarmos também o hábito que muitos tem. Roer as unhas é um hábito que denota nervosismo ou stress, mas as pessoas também podem fazer isso quando estão entediadas. No entanto, é um hábito que deve ser controlado, pois pode levar a infecções recorrentes. No caso dos homens, mantê-las sempre bem aparadinhas pode diminuir o problema. Para as mulheres, mantê-las pintadas com esmalte ou uma base também ajuda. Mas, se o problema de roer as unhas persistir, é bom consultar um médico para verificar a raiz psicológica. Em alguns casos, roer unhas pode ser classificado como um transtorno de controle de impulso. Essa condição, que pode indicar um transtorno de ansiedade ou compulsivo, pode exigir terapia comportamental. Se roer as unhas for acompanhado por arrancar fios de cabelo ou por comportamentos de automutilação, é importante procurar ajuda de um profissional de medicina.

    Fonte: http://www.megacurioso.com.br/corpo-humano/44943-8-coisas-que-as-nossas-unhas-podem-dizer-sobre-a-nossa-saude.htm

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  2. É interessante como um aspecto visual externo, aparentemente sem muita importância, pode ser evidência de um problema sistêmico grave. Ressecamento e queda de cabelo, por exemplo, pode, assim como unhas quebradiças, indicar queda no metabolismo, muito provavelmente causado por problemas hormonais como o hipotireoidismo. São detalhes como esses, banais ao olho do leigo que devem ser sempre percebidos pelo olho do clínico, pois são cruciais no processo de diagnóstico.

    Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2012/02/hipotireoidismo-pode-dar-queda-de-cabelo-depressao-e-impotencia.html

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  3. Tal qual foi mostrado na postagem, um cuidado inapropriado das unhas serve como porta de entrada para várias doenças, como a Hepatite B. Essa doença é transmitida por contato sanguíneo, relações sexuais e transmissão durante o parto. No caso das unhas, um machucado que exponha os vasos sanguíneos do indivíduo pode funcionar como uma maneira de infecção da hepatite B. Apesar do prognóstico ser animador, alguns casos dessa hepatite podem conduzir a uma hepatite crônica e à cirrose, que já possuem riscos bem maiores à saúde e necessitam de tratamentos bem mais pesados.
    Fonte: http://www.minhavida.com.br/saude/temas/hepatite-b

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  4. A postagem sobre unhas é de extrema importância, haja vista que ela é responsável por grande parte da atenção dos brasileiros. É importante salientar que mulheres que tem costume de ir na manicure, podem estar correndo grande risco. Ao retirar-se a cutícula, o instrumento estra em contato com o tecido conjuntivo subjacente, que é extremamente irrigado, aumentando extraordinariamente o risco de infecção. Além do fato da cutícula ser importante para o cobrimento da parte conjuntiva do dedo, sendo, potando um acessório simples, porem de extrema importância na defesa do organismo.

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  5. A melhor maneira de cuidar de unhas é cortá-las regularmente. Unhas podem secar, assim como a pele. Elas também podem descascar, quebrar, e ser infectadas. Infecções do dedo do pé, por exemplo, podem ser causadas ou agravadas por meias sujas, tipos específicos de exercício agressivo, calçado apertado, e andando sem proteção em um ambiente imundo. Organismos comuns que causam infecções das unhas incluem bolores e leveduras (particularmente dermatófitos).
    Fonte: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2551187/

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  6. Podemos perceber por meio dessa postagem que a presença de um médico é indispensável em qualquer ambiente. Simples sinais nas unhas são um bom começo para um bom diagnóstico e um bom tratamento. O médico com bons conhecimentos de bioquímica é capaz de manter um diálogo com o paciente que esclarece muito mais informações do que um conjunto de exames inteiros que poderiam custar muito e demorar muito.

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  7. Uma sintoma de doença das unhas que é muitas vezes negligenciado é a unha "roída". Apesar de haverem muitas pessoas que tem essa aparência das unhas por realmente roê-las com frequência, a falta de ferro e de algumas vitaminas, como as vitaminas A e C, podem causar sintomas semelhantes, com unhas desgatadas e quebradiças.

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  8. Um "bife" tirado pela manicure no canto de uma unha embora não seja muito doloroso pode causar muitos problemas de saúde, pois além de micoses um alicate ou um pau de laranjeira infectado pode transmitir a hepatite B que pode ser silenciosa, mas fatal.

    Muitas pessoas infectadas pelo vírus da hepatite não apresentam sintomas porém correm o risco de desenvolver doenças hepáticas graves, como cirrose ou câncer primário do fígado, enquanto outros podem apresentar sintomas semelhantes aos da gripe, incluindo fadiga, febre baixa, dores musculares e nas articulações, dor abdominal descrita como sensação de peso, diarreia ocasional e icterícia.

    fonte
    http://www.tuasaude.com/manicure-transmite-hepatite-b/

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