terça-feira, 11 de novembro de 2014

Doença que não é diagnosticada por exames de imagem e laboratoriais

A fibromialgia não é diagnosticada por exames de imagem ou laboratoriais. O diagnóstico é apenas clínico e o médico se baseia no histórico do paciente e no exame físico, valendo-se de sua experiência com a doença. A fibromialgia é uma doença dolorosa, de longa evolução, não inflamatória, caracterizada por queixas de dor musculoesquelética difusa, apresentando dor em vários músculos, tendões e articulações, incluindo a coluna vertebral. Pesquisadores acreditam que a síndrome é causada por um descontrole na forma como o cérebro processa os sinais de dor.
“O principal sintoma desta doença é a dor e o desconforto muscular, cuja intensidade varia de moderada a forte. Outros sintomas comuns são: cansaço, fadiga inexplicável, tristeza, depressão, dificuldade de concentração, desânimo, palpitação, sono não reparador (dormir e acordar cansado, como se não tivesse dormido), dor de cabeça do tipo tensional ou do tipo enxaqueca, disfunção na articulação temporo-mandibular (articulação que faz a abertura da boca, levando a dores de cabeça, na face e na coluna cervical), períodos de diarreia ou prisão de ventre, bem como sintomas gástricos como dor abdominal e dificuldade de digestão”, explica o reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, Dr. Marco Arnez.
Os critérios de classificação do Colégio Americano de Reumatologia  para Fibromialgia incluem a presença de dor difusa pelo corpo em pontos dolorosos. De acordo com o Dr. Marco, depois de diagnosticada a doença, os melhores caminhos para o tratamento são apoio ao paciente e o entendimento de suas necessidades, tratamento medicamentoso e reabilitação física. “Não sabemos, ainda, o que causa a fibromialgia. E seu diagnóstico é baseado no exame físico e no histórico do paciente. Por isso, a interação entre ele e o médico é fundamental, assim como a experiência do reumatologista com a doença. Predominantemente, o fator desencadeante é algum tipo de estresse, seja físico ou emocional”, afirma o Dr. Marco.
Ele explica que a parte medicamentosa é indispensável e que a reabilitação física é fundamental. O tratamento utiliza-se de protocolos que incluem acupuntura, hidroterapia, Pilates e RPG. “Há tratamento que, a curto e médio prazo, elimina as dores e sintomas da fibromialgia. É possível trazer de volta a qualidade de vida perdida. Um reumatologista experiente nesta doença deve ser consultado e o tratamento seguido à risca”, diz o médico do CREB.

Fonte:
http://www.creb.com.br/site/destaques/fibromialgia-nao-e-diagnosticada-por-exames-de-imagem-e-laboratoriais/

6 comentários:

  1. Apesar das causas da fibromialgia ainda são desconhecida, existem vários fatores que estão frequentemente associados a esta síndrome. Como fator genético, a fibromialgia é muito recorrente em pessoas da mesma família, o que pode ser um indicador de que existem algumas mutações genéticas capazes de causar a síndrome. Infecções por vírus e doenças autoimunes também podem estar envolvidas nas causas da fibromialgia. Assim como distúrbios do sono, sedentarismo, ansiedade e depressão.

    Fonte: http://www.minhavida.com.br/saude/temas/fibromialgia

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  2. Os sintomas da doença que podem levar à vários diagnósticos e as causas indeterminadas da doença dificultam bastante o diagnóstico da doença. Fora isso, o tratamento depende de reabilitação física, o qual pode ser dificultado pela baixa adesão dos pacientes. Por isso, destaca-se que essa doença depende muito do vínculo entre o médico e o paciente tanto para ser diagnosticada quanto para ser tratada.

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  3. No tratamento da fibromialgia, existem várias classes de medicamentos que são utilizados em conjunto com o tratamento não medicamentoso. As drogas mais utilizadas são analgésicos de ação central, incluindo algumas drogas antidepressivas e antiepilépticas que têm esta ação analgésica. Medicamentos para melhorarem o padrão do sono e miorrelaxantes também são, frequentemente, utilizados isoladamente ou em conjunto com medicamentos analgésicos.

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  4. Twm-se estudado bastante sobre essa doença ainda tão desconhecida pela ciência, e um dos caminhos com maiores expectativas é através da análise hormonal. Várias pesquisas têm procurado o papel de certos hormônios ou produtos químicos orgânicos que possam influenciar na manifestação da dor, no sono e no humor. Muito se tem estudado sobre o envolvimento na fibromialgia de hormônios e de substâncias que participam da transmissão da dor. Essas pesquisas podem resultar em um melhor entendimento dessa síndrome e portanto proporcionar um tratamento mais efetivo e até mesmo a sua prevenção para a sociedade.
    fonte: www.reumatologia.com.br/PDFs/Cartilha%20fibromialgia.pd

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  5. Uma outra situação em que o diagnóstico é definido bem mais pelo exame físico e pela anamnese do que por exames de imagem ou laboratoriais é o quadro de abdome agudo. Trata-se na verdade de uma síndrome caracterizada por dor súbita e intensa que pode, em muitos casos, levar a cirurgia. A síndrome se apresenta, basicamente, em seis quadros distintos. São eles: inflamatório, obstrutivo, perfurativo, vascular e hemorrágico. O que vai caracterizar o quadro e direcionar o tratamento é, apesar dos excelentes estudos de imagem hoje disponíveis, uma história clínica completa e minuciosa e de um exame físico cuidadoso. A história médica procurará colher o modo de início do quadro e a evolução da condição e, em alguns casos, as ocorrências que o precederam. O exame físico envolverá a observação, percussão, palpação e ausculta do abdome pelo médico assistente.

    Fonte: http://www.abc.med.br/p/sinais.-sintomas-e-doencas/334505/abdome+agudo+o+que+e+isso.htm

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  6. Um estudo publicado no periódico Arthritis & Rheumatism revelou que mulheres que apresentam problemas para pegar no sono ou permanecer dormindo estão mais propensas a desenvolver fibromialgia do que aquelas que dormem bem. A análise foi liderada por pesquisadores da University of Science and Technology, na Noruega.
    Os resultados mostraram que, ao longo do estudo, 327 mulheres foram diagnosticadas com fibromialgia. Assim, constatou-se que aquelas com mais de 45 anos e com problemas para dormir tinham uma probabilidade cinco vezes maior de desenvolver a doença. Já as participantes mais jovens, entre 20 e 44 anos, apresentaram um risco três vezes maior de ter fibromialgia.

    fonte
    http://www.minhavida.com.br/saude/materias/14258-problemas-para-dormir-aumentam-chances-de-fibromialgia

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